Category Archives: Cinema

Only the Brave (2017)

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Eric Marsh: We’re only seconds away, it’s going to feel like the end of the world. As long as you can breathe you can survive.

Depois de um verão trágico em Portugal, Only the Brave é, sem dúvida, um filme Só para Bravos.  Uma sentida homenagem à força especial de bombeiros “Granite Mountain Hotshots”, que em 2013 lutou contra o incêndio de Yarnell Hill, no Arizona.

Ao longo do filme criamos uma empatia imediata não só com os elementos da equipa, mas também com familiares e amigos, que a cada chamada para um novo foco de incêndio sentem o coração parar.

Foi um acaso ter visto este filme. Queria muito ir ao cinema e entre todas as opções pareceu-me a mais aceitável. Revelou-se uma surpresa agradável, mas que, para os mais sensíveis, termina inevitavelmente com um lenço na mão.

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A Gaiola Dourada (2013)

Já muito se tinha dito e escrito sobre A Gaiola Dourada quando na semana passada entrei na sala de cinema. Depois de tantos elogios desconfiei um bocadinho, confesso. Tive medo que as expectativas acabassem por não ser correspondidas. Enganei-me. Esperava rir, ri-me. Esperava chorar, chorei. Rita Blanco dispensa elogios e Ruben Alves merece cada aplauso. As gargalhadas que a personagem de Maria Viera consegue arrancar também são difíceis de esquecer. O fado de Amália, interpretado por Catarina Wallenstein, não podia ter sido melhor escolha.

A Gaiola Dourada é um filme que retrata bem a vida dura de muitos emigrantes portugueses sem ridicularizar ou ofender. Um filme que retrata a saudade, o sacrifício, a lealdade e que, em tempos como estes, tem algo de agri-doce. O doce de tudo o que Portugal tem de bom e o amargo da distância que se impôs a quem não teve outra hipótese senão partir.

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Jane Eyre (2011)

[Rochester: Sometimes I have the strangest feeling about you. Especially when you are near me as you are now. It feels as though I had a string tied here under my left rib where my heart is, tightly knotted to you in a similar fashion. And when you go to Ireland, with all that distance between us, I am afraid that this cord will be snapped, and I shall bleed inwardly.]

Quem já leu o livro de Charlotte Brontë  deve encontrar inúmeros motivos para reclamar do mais recente filme do jovem realizador Cary Fukunaga . Em duas horas deverá ter sido impossível condensar todas as emoções deste romance. Não li, nem vi as adaptações mais antigas, como a da BBC, por exemplo. Talvez por isso, não me ocorram muitos defeitos a apontar. Apetece-me antes bater palmas a Mia Wasikowska (Jane Eyre), pela naturalidade com que consegue transmitir as mais estranhas emoções, ao director de fotografia, o brasileiro Adriano Goldman e, claro, a Dario Marianelli, compositor, pelo brilhantismo discreto de sempre.

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