meter a vida na arte

Quando jovem, Nadir compartilhara um quarto com um pintor cujos quadros foram aumentando de tamanho à medida que tentava meter a totalidade da vida na arte. “Olha para mim – dissera-lhe o pintor antes de se suicidar -, o meu desejo era ser miniaturista e acabei por contrair uma elefantíase!” A importância adquirida pelos acontecimentos da noite fez com que Nadir Khan se recordasse do camarada de quarto, pois, uma vez mais, perversa, a vida tinha-se recusado a ter apenas o tamanho da vida. 

Salman Rushdie, em ‘Os Filhos da Meia Noite’

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s