meter a vida na arte

Quando jovem, Nadir compartilhara um quarto com um pintor cujos quadros foram aumentando de tamanho à medida que tentava meter a totalidade da vida na arte. “Olha para mim – dissera-lhe o pintor antes de se suicidar -, o meu desejo era ser miniaturista e acabei por contrair uma elefantíase!” A importância adquirida pelos acontecimentos da noite fez com que Nadir Khan se recordasse do camarada de quarto, pois, uma vez mais, perversa, a vida tinha-se recusado a ter apenas o tamanho da vida. 

Salman Rushdie, em ‘Os Filhos da Meia Noite’

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