Memórias de Bruxelas III

Feiras do Livro nunca são má ideia. Gosto especialmente de Feiras do Livro na rua e especialmente da Feira de Lisboa. Como não podia deixar de ser, em Bruxelas este evento costuma ser organizado dentro de portas. Será chuva? Será vento? Por causa do calor não é certamente.

(Fico espantada com a minha capacidade me queixar constantemente do mau tempo de Bruxelas e, ainda assim, gostar tanto daquela cidade. Como li uma vez num guia alternativo para turistas: “Brussels is ugly and we love it. And if we don’t love it, we live with it”).

Adiante.

Domingo, 10 de março de 2013

O que é que se faz num sábado de chuva e frio de gelar os ossos?
Primeira condição para uma escolha com elevada taxa de satisfação: a atividade tem de ser realizada num espaço aquecido e de preferência com bebidas quentes à venda.  Além disso, dá jeito um bocadinho de cultura e interação social q.b.. Misturam-se os ingredientes et voilà: cozinhámos uma ida à feira do livro.
As expectativas eram altas (não foi inteligente criar expectativas, eu sei). Estava decidida a comprar alguns livros em inglês e, se possível, com os descontos apetitosos que costuma haver nestas feiras. Enfim, não só não havia um único livro em inglês, como os livros eram bem caros. OK, estou a mentir, havia um livro em inglês. Qualquer coisa como “Banca e Finanças na União Europeia”. Uhh!
De qualquer maneira, vi um autor de livros infantis vestido de rato e disse-lhe que gostava dele. O rato falava inglês e agradeceu. Como não podia deixar de ser, havia um stand dedicado a uma marca de cervejas. Portanto, como podem imaginar, era um dos mais concorridos. Também gostei especialmente da banca das gomas. Não gostei da multidão sempre a acotovelar-se sem pedir desculpa. Gostei, claro, de ver tantos autores disponíveis para falar com as pessoas e de ver tanta gente apesar de ser preciso pagar bilhete para entrar. Em Portugal talvez não resultasse.
Saí da feira com um livro de exercícios de francês dentro de um embrulho de papel (Recettes de grammaire – Conseils de Grand-mère) e uma garrafa de cerveja que me ofereceram à saída. Não sem antes me perguntarem se eu já tinha 16 anos. 

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