Salman Rushdie

Li Shalimar, o Palhaço (2005) há uns anos. Fascina-me o autor, Salman Rushdie. Fascinam-me as suas histórias labirínticas, a forma como converte em palavras a Índia contemporânea. Nunca li Versículos Satânicos, obra que lhe “valeu” uma fatwa proferida pelo ayatollah Ruhola Khomeini. Esta promessa de morte levou Rushdie a viver mais de uma década numa liberdade condicionada e sob proteção, enquanto se tornava num símbolo da liberdade de expressão.

Hoje, estava a olhar para a minha estante e reparei em Os Filhos da Meia Noite (1980). Reparei que nunca o tinha lido. Peguei nele. Não sei como termina, mas começa assim:

Nasci na cidade de Bombaim…um certo dia. Não, não pode ser assim. A data exata. Nasci na maternidade do Dr. Narlikar no dia 15 de agosto de 1947. Horas? A hora também é importante. Pois seja: foi de noite. Não, procuremos ser mais…Foi exatamente ao bater da meia-noite. Os ponteiros do relógio uniram as palmas das mãos para me cumprimentarem respeitosamente e me darem as boas-vindas. Há que dizer tudo: fui dado à Luz no exato momento em que a Índia se tornava independente. Continha-se a respiração. Do lado de fora da janela misturava-se o estralejar do fogo-de-artifício com a algazarra da multidão”

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