A Gaiola Dourada (2013)

Já muito se tinha dito e escrito sobre A Gaiola Dourada quando na semana passada entrei na sala de cinema. Depois de tantos elogios desconfiei um bocadinho, confesso. Tive medo que as expectativas acabassem por não ser correspondidas. Enganei-me. Esperava rir, ri-me. Esperava chorar, chorei. Rita Blanco dispensa elogios e Ruben Alves merece cada aplauso. As gargalhadas que a personagem de Maria Viera consegue arrancar também são difíceis de esquecer. O fado de Amália, interpretado por Catarina Wallenstein, não podia ter sido melhor escolha.

A Gaiola Dourada é um filme que retrata bem a vida dura de muitos emigrantes portugueses sem ridicularizar ou ofender. Um filme que retrata a saudade, o sacrifício, a lealdade e que, em tempos como estes, tem algo de agri-doce. O doce de tudo o que Portugal tem de bom e o amargo da distância que se impôs a quem não teve outra hipótese senão partir.

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1 Comentário

Filed under Cinema

One response to “A Gaiola Dourada (2013)

  1. Revejo-me inteiramente nesta apreciação do filme, da primeira à última linha do que diz.

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