Monthly Archives: Abril 2010

Intemporalidades (3)

You cannot live if you’re afraid to die.

É o que canta Patrice, um dos nomes sonantes do reggae,  em Done (Where’s Love To Be Found).


[Eu acrescentaria: You cannot work if you’re afraid to fail.]

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Páginas e mais páginas lá para os lados do Eduardo VII

Começa já na próxima quinta-feira e pode colocar-me numa situação idêntica à da Grécia: à beira da falência. Mas quem sabe se a União Europeia não poderá reservar alguns euros para ajudar todos os bibliófilos que entre o dia 29 deste mês e 16 de Maio se vão dirigir à feira do livro de Lisboa.

Senhor, dai-me discernimento, afastai-me da banca da Relógio d’Água e de outras igualmente perigosas.

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Impressões fotográficas: Maria João Caseiro

"sopro - do coração - " por Maria João Caseiro

Porque entre todas as fotografias fantásticas que a Maria João já tirou, esta é uma das minhas preferidas.

Porque eu sei que ela não se vai importar.

[O blog e o deviantART da Maria.]

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Intemporalidades (2)

“Partidos da oposição agitam-se discutindo o tema da unidade”

[Manchete do DN do dia em que nasci, 30/11/1988]

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Impressões sonoras (6)

‘There must be some kind of way out of here’, said the joker to the thief. ‘There’s too much confusion, I can’t get no relief.’

Como não podia deixar de ser, fica Dave Matthews Band com uma cover de All Along the Watchtower, de Bob Dylan. Podia escolher qualquer música, de qualquer álbum, porque simplesmente gosto de todas.

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WPC 2010

"Putin" por Gabriel Ippoliti

Vencedor do World Press Cartoon 2010.

Já agora, é oportuno relembrar um cartoon do Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, feito por André Carrilho e que, no ano passado, venceu o WPC na categoria de caricatura.

Até 4 de Julho vão estar em exposição 400 trabalhos concorrentes nesta edição. Para ver no Museu de Arte Moderna, em Sintra.

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Já foi “a sombra de Blair”, agora escreve livros

Durante anos foi considerado “o segundo homem mais poderoso” do Reino Unido. A saída do cargo de director de comunicação do Governo esteve envolta em polémica. Decidiu sair da política para se dedicar à literatura

Se há alguém a quem Tony Blair teve de agradecer por, em 1997, ter ido morar para o número 10 de Downing Street, essa pessoa foi Alastair Campbell. O homem que entrou no mundo do jornalismo a escrever textos eróticos para uma revista masculina, conseguiu convencer Rupert Murdoch, magnata da comunicação, a apoiar o partido trabalhista nas eleições desse ano. Seis semanas antes da votação, o jornal britânico The Sun, com uma circulação de quase 3 milhões de exemplares por dia, trocou as voltas aos Tories e anunciou em manchete o seu apoio ao Labour empurrando Blair para o cargo de primeiro-ministro.

A partir daí a sua influência cresceu tanto que chegou a ser considerado o segundo homem mais poderoso do Reino Unido, a “sombra” de Tony Blair. De chefe de gabinete de imprensa do Governo passou, em 2001, a director de comunicação e estratégia.

Contudo não é só a arte de comunicar que este nativo do Yorkshire, mas filho de escoceses, domina. Em Fevereiro, lançou o seu segundo romance, Maya, que é também o nome da protagonista deste thriller psicológico. Ela é uma estrela de cinema que tem de lidar com a fama e o assédio constante dos media. Também Campbell, uma figura bem conhecida entre os britânicos, tem tido uma relação complicada com os meios de comunicação: “ele que vive dos media, morre pelos media (depois volta à vida… e , muito provavelmente, morre outra vez)”, escrevia um colunista do Telegraph em Janeiro. O mesmo colunista que diz que “ninguém no seu perfeito juízo quer ter Alastair Campbell como seu inimigo.” Mas inimigos não devem faltar a este licenciado em línguas modernas pela Universidade de Cambridge.

Em 2003, ano em que se demitiu do cargo que ocupava, deixando de ser o “cão de ataque” do Labour, travou uma luta com a BBC, que o acusou de ter distorcido e exagerado o conteúdo de relatórios relativos à presença de armas de destruição maciça no Iraque. Relatórios que foram utilizados para justificar a invasão daquele país nesse mesmo ano. O escândalo conduziu ao suicídio de David Kelly, o perito de armas do Governo que forneceu as informações ao jornalista Andrew Gilligan. Campbell foi mais tarde ilibado das acusações, mas a relação deste ex-editor de política do Daily Mirror com os media tornou-se tempestuosa. Chegou mesmo a acusar ex-colegas de profissão de terem como única missão “desacreditar políticos”.

Foi quando ainda frequentava a redacção do Mirror que Campbell começou a ter problemas de alcoolismo e a enfrentar sucessivos episódios de depressão. Em 1986 foi detido num estado grave de embriaguez e hospitalizado em seguida. No documentário Cracking Up exibido em 2008, revela que, na altura, já não conseguia distinguir o que realmente via e ouvia daquilo que eram meras alucinações. Na opinião do seu médico, o problema residia na sua personalidade “obsessiva e perfeccionista” e ao stress extremo causado pelo trabalho.

O vício do álcool foi ultrapassado pouco tempo depois. Quanto ao trabalho, mesmo tendo deixado de ser o braço direito de Blair, continua a ajudar o partido e vai escrevendo discursos. As mensagens que deixa na sua página do Twitter estão povoadas de ataques aos conservadores e ao seu líder, David Cameron.

Mas há já alguns anos que começou a levar uma vida mais calma, com mais tempo para a mulher, Fiona Millar, e para os três filhos. O apoio da família foi um dos elementos chave da sua recuperação e talvez seja por isso que não se esqueceu de os incluir na dedicatória do seu primeiro romance, Está Tudo na Cabeça : “para um pai, uma mãe, uma companheira, três filhos e dois psiquiatras. Eles sabem quem são. Eu sei o que fizeram, e estou-lhes grato.”

[Perfil de Alastair Campbell publicado no Diário de Notícias a 18 de Abril de 2010]

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